resta teu rosto de anjo em seda peçonha
que corta em retalhos olhares de porta-retratos
nem mais ao longe levas
ombros encolhidos me serviste
ausência de dobrar pescoço joelhos
pratos à luz de trevas
reza rastejante
triste consternação de pássaros
secando palavras
quero mais não
hoje recorto tuas asas
e como teus cacos
dance na brisa nervuras trêmulas
travesseiros e travessuras no ventre
libere quenturas aromas matinais
de renascida juventude
sob lilás vermelho de charme
paixão palavra-prima do corpo
é a elegância de sua nobre casta
- que não ilude ao simular
mesmo esquecida dizimada escondida
no cárcere na vinha dos casais
leito tumular do tempo