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domingo

Vidas a mais

no quintal da casa de minha mãe
onde deixei minas 
         aos montes de ferro e enxofre
         que aprisionam corpos retinas
         e elevam almas súplicas ruínas

onde guardei brevidades
         que perfumam feijão quase queimado
         aguam casquinha de angu com açúcar 
         o rapar da raspa de arroz alhos e sais

onde plantei saudades
         na mesa sob a bela parreira de uva e docilidades
         no reinar na goiabeira de galhos nunca mais 
         no tempo que vende vento por tempestades


sábado

Doce

deixa eu por você na boca
seu leve nome

           e
             de amor 
                  salivar
ttremerr na língua
trocar tocar suas lretas
pulsar em ddoobbrroo
trançar perper nasnas

seu nome chama fogo
morde arde esgarça escalpa

mas
    no ouvido
       assim saído baixinho de minha boca
   acalma
       em doce calda

    

Quintal de casa


colo de mãe


onde deixei minas
         aos montes de ferro e enxofre
         que aprisionam corpos retinas
         e elevam almas súplicas ruínas

onde guardei brevidades
         que perfumam feijão quase queimado
         aguam casquinha de angu com açúcar 
         o rapar da raspa de arroz alhos e sais

onde plantei saudades
         na mesa sob a bela parreira de uva e docilidades
         no reinar na goiabeira de galhos nunca mais 
         no tempo que vende vento por tempestades

   

Cozinhando para você



toalha, taças, talheres e flores

vigores em talos e folhas
alhos e óleos entre olhares
deliciando saladas feijões e arrozes

texturas de carnes ao ponto
de carícias de mãos acolheradas
molhos de seus sais mais vitais
açúcares em bocas apimentadas

paladares, sortidos frutos
sobremesa rica em sabores
doce fogo, vinhos e licores
- nossa mesa de amores