chova uma palavra
que granize esfole corte
ventile única palavra
que mude falas cegue bengalas
inflame e zangue terçol
derreta sol em sangue
raie a palavra
marreta constructa
trova(ão) de rima surda
que urda mínima greta
discreta quase secreta
por onde a dor supure
arrepele depure aclimate
que nela me mate me enterre
me replante
para adiante
adubar o que fica da poesia
Poema publicado na Tertúlia Pão de Queijo.











