sábado

Seu último beijo

recitou versos originais de sair para a luz
mas veio vazia
     em vão
          a palavra amor

estava distraída encantada de lábios
e veio vazia
     então
          a vida e seus desmundos
                                terremotos
                                tsunamis
                                meteoros
                                emocionais

meus seus seios a abraçar braços a repelir
sempre
para nunca mais

o que havia de belo e raro já é rarefeito
neste leito sem rio
     no peito
         correm agora lagri’mágoas

mesmo assim
     me desmancho
e sem me pedir
     te perdoo

porque ainda há poesia na saudade de seu último beijo de anjo


   

4 comentários:

Assis Freitas disse...

tanto que há de vir deste último: a remoer gerânios



abraço

Verso Aberto disse...


é o beijo que nunca termina

abs Assis

Tania regina Contreiras disse...

lágri'mágoas...gotículas doloridas: que gosto teriam? Belo poema.

Beijos,

Verso Aberto disse...

Oi Tânia

a efêmera lágrima é joia
do amor
e da ausência dele

abs