sábado

Quintal de casa


colo de mãe


onde deixei minas
         aos montes de ferro e enxofre
         que aprisionam corpos retinas
         e elevam almas súplicas ruínas

onde guardei brevidades
         que perfumam feijão quase queimado
         aguam casquinha de angu com açúcar 
         o rapar da raspa de arroz alhos e sais

onde plantei saudades
         na mesa sob a bela parreira de uva e docilidades
         no reinar na goiabeira de galhos nunca mais 
         no tempo que vende vento por tempestades

   

7 comentários:

Assis Freitas disse...

neste quintal brota lirismo, à mão cheia


abraço

Tania regina Contreiras disse...


Saudades que me deu. Saudades. Imensas.

Beijos,

Adri Aleixo disse...

Estou relendo... é maravilhosa!

Um quintal é um mundo! Adoro sua poesia!

Verso Aberto disse...

brota saudade celular
dura como aço
por dentro e por fora

abs Assis

Verso Aberto disse...

intensas
do primeiro choro
ao último corpo

abs Tánia

Verso Aberto disse...

é uma eterna revisitação

corpos estranhos
ao nosso mundo
uma invasão emocional

abs Adriana

Verso Aberto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.