domingo

Vidas a mais

no quintal da casa de minha mãe
onde deixei minas 
         aos montes de ferro e enxofre
         que aprisionam corpos retinas
         e elevam almas súplicas ruínas

onde guardei brevidades
         que perfumam feijão quase queimado
         aguam casquinha de angu com açúcar 
         o rapar da raspa de arroz alhos e sais

onde plantei saudades
         na mesa sob a bela parreira de uva e docilidades
         no reinar na goiabeira de galhos nunca mais 
         no tempo que vende vento por tempestades


6 comentários:

Daniela Delias disse...

Senti o cheirinho desse chão.

Saudade!

Beijos,

Dani

Assis Freitas disse...

brevidades que se agigantam



abraço

José Carlos Sant Anna disse...

Belo aprisionamento do tempo e das memórias!
Abr.

Verso Aberto disse...

oi Daniela

nosso elo
nosso chão
estas coisas emocionais
que definem as digitais
do coração

abraço amigo

Verso Aberto disse...

mestre Assis

lembranças que bailam ao vento
acariciam os ouvidos
arrepiam a pele
resgatam o olfato
lacrimejam os olhos
e dão água na boca

Verso Aberto disse...


um colo
para o que ainda há de criança

abs José Carlos