sexta-feira

Palavra por palavra

quero tirar você da lua
esquecer sua música
deixar de sentir frio
de beijá-la no vinho

mas nunca poderei despossessar-me
jamais - diz o destino

e parto assombrado
desejando traspassar seu corpo
- como um arrepio -
e diante do último olhar
- sem saudades -
palavra por palavra
esgotar você de mim

13 comentários:

Assis Freitas disse...

consumir-se no verbo, ao sabor deste



abraço

Wilson Torres Nanini disse...

Pizano,

da lua ao mundo do verbo em segredo úmido, ei a confluência que se pensa esgotamento de identidades.

Abraços, tertuliano!

Verso Aberto disse...

Assis,
o verbo revela
se nos revela

obrigado pela companhia
abs

Verso Aberto disse...

Nanini
o verbo queima
se nos queima

abs tertulianos

Macabea de La Mancha disse...

Sempre fica um pouco de vinho.
Esgotar, quase impossível...

Belos versos, como sempre, poeta!

Abraço

Verso Aberto disse...

tem razão Macabea
poderá não haver saudade
mas sempre haverá um rosto

abs

Anônimo disse...

Que arrepio!!! Lindo demais!

Bjo! Vc é a reencarnação de Baco ou Dionísio? Rsrsrsrs

Adriana Aleixo

Mima disse...

E essa coisa transcende a matéria, o toque e os limites do corpo. Transcende o mundo e o modo. E esse desejo de esgotar-se em alguém é divino, anseios por ser mais apenas um - em dois - em um.

Lindo poema...

Um beijo,

Mima.

Verso Aberto disse...

Oi Adriana
neste caso, invés de esgotar, buscaria é me transbordar
rsrsrsr

você é um doce
abs

Verso Aberto disse...

Mima,
o que transcende nos eleva

obrigado
muito obrigado

MIRZE disse...

MUITO LINDO!

Pizano, palavra por palavra, o verbo, o vinho e o amor. Uma mistura certeira.


Beijos

Mirze

Verso Aberto disse...

Oi Mirze
harmonizar o vinho com outros sabores é tarefa complexa

mas com as palavras... parece nasceram para temperar o amor

abs e bjs

Ma Ferreira disse...

Adorei....tudo..

bj