terça-feira

No vazio bar



limpou-se com o guardanapo já de lamúrias rabiscado
passou a mão na última lágrima do verso sofrido
arranhou a garganta esvaziando o copo num trago
tão ardente quanto a rima chorosa do bolero antigo


jurou nunca mais
porque não há abrigo
para o amor, para si, para a poesia


voltar jamais
porque não há endereço
- A poesia mora para além das dores da alma

2 comentários:

Fouad Talal disse...

Saudações Marcos!

Estamos esperando que você nos mande seu e-mail para podermos convidar você para a Tertúlia Pão de Queijo.

Envie para tertuliapaodequeijo@gmail.com que lhe enviaremos as orientações posteriores.

Um abraço,
ft

Laís disse...

gostei muuito dessa!parabéns!!