segunda-feira

Arrepio

Quando a vida estiver rasteira
E for impossível sorrir
Encontre um poema e leia
 (Em voz alta ele vai ouvir)

Amor e dor - liberte-se deste dilema
A poesia é irreprimível
Imprudente, improvável

Encontre a palavra invisível
Silenciosa, impronunciável
Suspire, apenas, e arrepie seu poema

4 comentários:

Primeira Pessoa disse...

a procura da palavra certa é-me um dos grandes mistérios, poeta do vale do aço.

a palavra certa provoca o suspiro... encrespa a pele, e fabrica o arrepia...

a palavra certa acontece quando um poeta gera alguma coisa do naipe deste poema aqui.

Blog do Pizano disse...

Nossa, Beto, agora fiquei sem a palavra certa ah ah ah ah ... brigado irmão

Wilson Torres Nanini disse...

Marcos,

esse arrepio às vezes se vem a mim em formato de um rio que por dentro de mim transita, de um redemunho "irreprimível", de trem de ferro me assombrando na insônia. Ser poeta é ser essa via inevitável para os arrepios se materializarem em poemas. É bom saber que tem você arrepiando no Tertúlia e por aqui!

UM fortíssimo abraço!

Maria Paula Alvim disse...

a palavra exata é soprada no ouvido do poeta pela inspiração do sentir.
Aqui, várias expirações.
Muito bom.