sábado

Imaginárias castanholas


charme e elegância
chegaram aos poucos

foi só mão, não
foi muito mais

leves beijos
    à língua no doce peito
        e dedos cavoucos
            de roucos ais

nem sei se assim mesmo se chama
e se vai me chamar
mas sei deste olhar que gama
atrai de imediato
como se fossem imaginárias castanholas
em flamencas promessas de amar

foi só tesão, não
foi muito mais
 
já no primeiro tato
coberto do incerto breu
o corpo tremeu
para dizer
         sim
         quero ser o homem seu


6 comentários:

Assis Freitas disse...

chama, chama
ardência que clama



abraço

Tania regina Contreiras disse...


Ó, homem de promessas flamencas! Uma delícia de poema, garoto! :-)
Beijos,

Verso Aberto disse...


a dor de um amor que não atende
e não chama

abs
Assis

Verso Aberto disse...

Tania

não há maior delícia
que uma esguia
dança flamenca

abraço amigo

José Carlos Sant Anna disse...

Deixa explodir! As castanholas só em pianinho para que incomode os seios irrigando os quadris.
Grande abraço,

Verso Aberto disse...

as castanholas
irrigam
o corpo curvilíneo

abs José Carlos