segunda-feira

Colo



mudar-me-ei adentro
em busca do que antecede

recuso a vida emprestada
que se lê notícia
e não pertence a ninguém

recuso a morte emprestada
que comove a todos
e não chora ninguém

caramujarei sozinho
para a única fecunda terra prometida
o amor de minha mãe



poema publicado no Tertúlia Pão de Queijo


6 comentários:

Assis Freitas disse...

semente que retorna a terra: madura





abraço

Primeira Pessoa disse...

homenagem bonita.
um poema morno, acolhedor.
como um abraço de mãe.

beijão,
r.

José Carlos Sant Anna disse...

O sentimento do amor filial manifestado de forma tão terna...
Abraços, poeta,

Verso Aberto disse...


imponderável
moto-continuo

abs Assis

Verso Aberto disse...

Beto.

vc sabe, minha mãe foi minha professora, no primeiro ano do antigo grupo primário, o colo dela para mim é a palavra

abração mano

Verso Aberto disse...

o amor tem sido tema recorrente aqui

- até demais rsrsr, mas a fase vai passar...

e este amor existencial
que vem de cada gene
é o único que
no fim
recolhe nossos cacos
para nos fazer inteiros novamente

abs José Carlos