sábado

Amor cigano







ondulando ombros braços
                                                onde?
toco os olhos na fina cintura
na firme musculatura
empinada pelo nariz

                  ficou de dançar para mim
                                           sem véus

embaraço
nas tonificadas coxas perco o foco
arredondando nos quadris

                                                     ah
           que não tem fim esta procura

em seu sinuoso traço
acompanho a delgada desenvoltura

                      havia longos cabelos?
                                                evoco
                                mas não está lá

          cumpriu seu destino
           foi queixo à frente
              e nem sorriu

               amor assim
                  cigano

       não se deixa encontrar


9 comentários:

Assis Freitas disse...

poema que baila, silábico em achado cigano



abraço

Tania regina Contreiras disse...


Amor cigano. Lembrei da letra da canção: "...e depois vou embora, sem dizer o porquê"... Gosto dos amores ciganos e o poema é show! rs

Beijos,

José Carlos Sant Anna disse...

Um amor cigano que deixe vestígios...
Abraços,

Verso Aberto disse...

o mistério
é sempre um convite

bailemos

abs Assis

Verso Aberto disse...

oi Tania

ah
que covardia tremenda
é a gente que foge
de viver um amor de tenda
rsrs

abração

Verso Aberto disse...

não deixa nome
não deixa corpo

um amor que some
antes do último véu

rsrs

abs José Carlos

MA FERREIRA disse...

"que seja eterno enquando dure", como dizia Vinicius.

Muito lindo teu poema!

Verso Aberto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Verso Aberto disse...


eterna ausência

abs Ma