sexta-feira

Poematomas - O desdém


Os últimos instantes da mais longa luz do sol sobre teu rosto
e a tarde sorri e abre prolixos braços em eloquência e espanto.
A música inusitada do vento do assovio canário de poesia.
E no triscar do toque trememos vibrando glúteos guturais
inventando ismos fônicos ao gozo de penetrantes vogais.
Riste muito até o riso ficar de graça e perder encanto.
O que passa pelos poros fica mais que versos
não esgarça metáforas para dizer te amo.
Das dores mais agudas, a verdade dos lábios.



7 comentários:

Verso Aberto disse...

o poeta Bispo Filho faz uma visita

Assis Freitas disse...

as dores mais agudas:
serão flechas
foices
punhais
ou a
lâmina do olhar



abraço

paulo vieira disse...

O que passa pelos poros
fica mais que versos.
Não esgarça metáforas
para dizer te amo
- das dores mais agudas -
a verdade dos lábios.

acho que o poema está aqui, é bom e sem excessos!

abç!

Paulo Vieira.
(ah, decifrei sua pergunta, não é muito caro, podemos negociar se vc gostou de algum trabalho. )

Primeira Pessoa disse...

poemão, marquinho.
ao fim de tudo ficam botões de rosa.
ficam ratos.

beijão,
r.

Verso Aberto disse...

Assis

daquelas pontiagudas
que gelam a espinha
de tão verdadeiras

abração

Verso Aberto disse...

é mano Vieira

reverbera simplicidade
o canário da poesia

abs

(ah, vou escolher um)

Verso Aberto disse...

é mano Beto, entre ratos e rosas, como na singeleza do Bispo, da suave certeza de que a presença exacerbada é irmã gêmea da indiferença... e ambas não cantam poesia

abração