domingo

O pecado do poeta


tira a pedra mó do bolso
     afia
          atira no desgosto
que leio vejo ouço

desdinheira desreloja a vida


e antes das palavras ulcerarem
pega estrelas que pingam dos olhos
para escrever e dedicar o lugar comum mais bonito


  

4 comentários:

Adri Aleixo disse...

Querido Pizano,

A cada vez que venho fico mais deslumbrada... Poemas metalinguísticos são meu combustível:gosto demais! Tirar a pedra mó do bolso, foi de muita sensibilidade.

Abraço!

Assis Freitas disse...

e antes das palavras ulcerarem
pega estrelas que pingam dos olhos


coisa mais bonita sô, demais


abração

Verso Aberto disse...

Adriana, sua visita é sempre uma honra para mim

e sua generosidade, uma fonte de inspiração a afiar ainda mais a ponta da facalavra

abração viu




Verso Aberto disse...

ah, mano Assis

quando de nossa dor
não escorre dos olhos da estrela guia de nosso coração...