sábado

Poematomas - Espinhos



beijar-te entre mordidas
e lacerar o tempo
o mundo

deste lábios ao esquecimento
neste verbo de mentiras

- você nunca esteve aqui

arda-me delírio em tua marca
                               tua falta

que nunca acabe
a sangria comprimida
e que a dor não pague
pelo pecado da palavra
não dita
espinhada nestes versos 



6 comentários:

Assis Freitas disse...

ah o espinho, no lábio, no lágrima, na palavra que tudo sangra,



abração

Primeira Pessoa disse...

seu poema veio fechar a tampa aberta por uma canção belíssima, interpretada pelo goiano Rubi.
no poema de gero camilo ele dá a saber:

"Por mãos que me jogaram
Nesse espaço de astrolábios
Hoje aprendi como
Se voam as mãos
Como se vão
Como carvão nos lábios
"


não era carvão. era espinho.
era arame farpado.
e dois lábios que sangraram.

beleza de poema, marquinho.

beijão,

r.

Verso Aberto disse...

mestre Assis

das dores agudas
que ecoam silêncios

abração

Verso Aberto disse...

Beto, gostei bastante no poema do gero camilo e concordo com ele

"O homem tem de voar
Enquanto cai"

se você tiver a música, manda pra mim

abração mano



Adjetivos a Gosto disse...

Intensidade e beleza. Parabéns!

Verso Aberto disse...

a dor intensa
para além de sua dobra
guarda uma beleza suspensa

abs