sexta-feira

Vinílica


que a vida te deu
dissonante suspiro
sol nos olhos
mulheres de Holanda

que te deu a vida
atrevimento
sal na boca
de um liberto Gilberto

que a vida se deu
ao desconserto
leveza de Veloso
Tom de rosas
taças de Vinicius

como se dá toda vida a vida toda
pele nas mãos
alma no fogo

.

6 comentários:

Vais disse...

Ah, Marcos!
que bonito, que bonito!

esta agulha no vinil é tão bacana de se ver

e o poema
"como se dá toda vida a vida toda
pele nas mãos
alma no fogo"

lindo!

beijo grande pra ti

Verso Aberto disse...

oi Vais
o nosso toca discos
tem a ideia do contato físico
o som real
tocando a vida
e incendiando a alma

grato pela visita
abs

MA FERREIRA disse...

Marcos...nem me sinto competente para comentar o teu belo poema!
Me curvo ao seu talento...e sinto..


beijo....

Assis Freitas disse...

um vinil incandescente e borbulhante, tin tin


abraço

Verso Aberto disse...

oi Ma
se realmente tenho saudade de alguma coisa
é daquela época em que cada lançamento de vinil trazia um mundo de descobertas

revolucionava com sonhos de nação e amores livres

em termos de ideias, o mundo hoje está muito consertadinho rrsrss

obrigado pelo carinho
abração

Verso Aberto disse...

parceiro Assis

brindemos a esta geração dissonante que se deu ao atrevimento de desconsertar a vida com música e poesia

forte abraço