domingo

Leva-me


agora parto
    desatar-me
          desamar-te?

pés mãos
        pele de terra esturricada
este tempo não comparto
        contigo
                 antigo amor

no quarto
recheado de poesia verrugosa
lençol frio
         teu vazio reverbero

no momento exato
    antes que o tempo tudo aborte
    até mesmo a morte
meu corpo amortecido
       cai
e entrega tua parte

saudade

é tua arte

  

6 comentários:

Assis Freitas disse...

reverberar
entre
as palavras


abraço

Adri Aleixo disse...

Lindo, lindo!

Beijo, Pizano.

Tania regina Contreiras disse...


Per-fei-to! Poetizar assim é coisa de poeta grande.

Beijos,

Verso Aberto disse...


mestre Assis

só a saudade ricocheteia sem fim
entre palavras

abração

Verso Aberto disse...

oi Adriana

bjs

Verso Aberto disse...

nossa Tânia

agora fiquei encabulado
kkk

obrigado