sexta-feira

Epifania

Imagem - Nasa
recito os versos que universas 
e sinto apenar-me neste teu ego intestino 
     buraco negro cosmo oco 
            desconexo sem eco 

desintegra-me esta tua palavra 
a visão que se me destina 
é flagelo diante de teu raio sideral 

tu 
     cujo tempo eterna agora 
     cujo lugar sou eu 
     onde todo verbo cabe e transborda 
     que tudo há 
     e
me exclui 

de teu sonho celeste me despejas 
com o frio desbeijo da vida
     que só vai   v a i      v   a    i 


   

6 comentários:

Vais disse...

lindo, Marcos
onde todo verbo cabe e transborda

viajei no transborda
para além das beiradas
um bordado
a agulha furando e varando e voltando
em outro ponto
levando o fio a linha
conduzindo
:) viajei

grande abraço, moço

Verso Aberto disse...


a vida vai se cosendo
na trama de
ora nos alinhavar
- desalinhando-se
ora nos arrematar
- a se nos arremessar no maior dos vazios
(de pura solidão)

viajei contigo Vais

volte sempre
levando-me sempre também

abração

Assis Freitas disse...

pura essência: providencial
o eterno aderna o já
que se vai, vai

ária em fuga
debalde todo o alarde



abração

Verso Aberto disse...


- solitário
lugar que nos aborta
- solidão
tempo que não nos guarda

abs Assis

MA FERREIRA disse...

Mais um belo poema...entre tantos outros belos poemas seus....

abraço,

Verso Aberto disse...

é Ma

nem todo sonho celeste é divino

abração