sexta-feira

Amor adverso


inverno do tempo
brisa turva da vida 
entre flores e saudades 
surge na alvorada um perfume do passado 

tanto tempo, meu deus 
e esta imagem ainda irrompe 

pressão nos lábios dormentes 
tonturas contraturas 
eclode febril inflama glândulas ínguas 
incha a língua seu nome na boca 

essa tosse seca canina

11 comentários:

Verso Aberto disse...

no primeiro dia do verão, um poema adverso

paulo vieira disse...

um bom poema adverso pizano, abç!

Daniela Delias disse...

Tão forte e belo!

Grande beijo pra ti ;)

Primeira Pessoa disse...

marquinho,
eu divido minha vida em quatro estações.
meu outono ja vai em mais da metade.

beijão,
r.

Verso Aberto disse...

oi Vieira, cumequecetâ?

o poema é uma birra do destino

mas nem toda brisa do passado provoca gripe rsrsrss

abração mano

Verso Aberto disse...

oi Daniela

recortes emocionais profundos
e indomáveis

abração procê

Verso Aberto disse...

ô Beto

já que não dá para evitar
o desafio é inverter as estações

também eu vou trocar o inverno pelo verão
para 'esticar' os últimos dias rsrsrs

abração mano

MA FERREIRA disse...

Demais de belo..como sempre, como todos! :)

Verso Aberto disse...

Ma
você sempre generosa

como estão as coisas?
não desapareça

abração

Assis Freitas disse...

ínguas, línguas e tudo míngua na aridez da saliva


abração

Verso Aberto disse...


saudade engasgada
trava-língua

abs
mestre Assis