sexta-feira

A solidão do poeta


de que profundo punhal é essa dor?

nasci entre montes
olhar de curtos horizontes
voo de quem não se reverbera

só o mistério das aves alimenta
o sonho de levar elevar aliviar
a dor mais secreta

a solidão do poeta


9 comentários:

Verso Aberto disse...

Meu irmão Maurício me deu uma seleção de músicas da MPB que revirou ainda mais minhas gavetas.

Uma das canções é "Asas", com Fagner, que motivou estes versos.

Um presente de quem pressente...

abs

Assis Freitas disse...

a solidão é uma das lâminas mais afiadas,



abraço

Ana Ribeiro disse...

Dor de poeta mineiro, mas não só, não é mesmo? Esse punhal fere poliglotamente. Lindo Texto. Dói muito fundo, mas é catártico.

Daniela Delias disse...

Tão bonito, Marcos. E o verso final, ali, apartado...que rica imagem dessa solidão! Esses montes eu vi de pertinho, lindos que só eles...

Bjo!

Verso Aberto disse...

e de profundo corte, Assis

abs amigo

Verso Aberto disse...

dor é intramuralhas
é prisão no peito, Ana

obrigado
abs

Verso Aberto disse...

oi Daniela...

eles estão nos olhos
nos isolam do mundo

nos aprisiosam à solidão dos montes

abs

Primeira Pessoa disse...

a dor da profundidade do punhal.
e um punhado de sal.

voa gaivota leve, voa breve
que o mar tem a alma secreta
e guarda a fome dos peixes
e a solidão do poeta...

terá sido isso?

abração,

r.

Verso Aberto disse...

a natureza do fado é navegar
a do poeta é voar

contida e histórica dor mineira

o que não teria sido, mano Beto?
o que?

forte abraço