domingo

Minas, 1988



ares assim me deixam velho
rugas erodidas na terra na cara
morros calvos, muito calvos, quase nus

imagens do campo que me cobram
- onde está você agora?
estou tão vestido, minha terra!
na mais pura nudez de quem nasce ou morre
de quem mais morre do que nasce


imagens do campo que me dão saudade
- onde está você agora?
estou tão sozinho
você também tão sozinha, minha terra!

e nem conseguimos mais medir
a distância que nos separa

ares assim me deixam mais velho

12 comentários:

Verso Aberto disse...

encontrei este poema escrito em 88, época em que fiquei careca rrsrsrsrs

as fotos são do Pico Ana Moura, em Timóteo

não havia título... arrumei um para demarcá-lo

é estranho...

culpa do Roberto Lima, que andou mexendo nas minhas gavetas

forte abraço ao mano Beto

MA FERREIRA disse...

OI PIZANO..ANTES DE MAIS NADA UMA FELIZ PASCOA A VOCE E AOS SEUS AMADOS.

PERFEITA A METAFORA!!!

O TEMPO SE ENCARREGA DE CERTAS COISAS....
AS VEZES E GENETICO ..RSRSRS

PARABENS PELO SEU DOM DE POETAR...

BEIJOS

Mirze Souza disse...

Lindo, Marcos!

Um bate-papo com a terra que se ama.

Feliz Páscoa!

Beijos

Mirze

Verso Aberto disse...

oi Má

FELIZ PASCOA procê tbém

já havia um pedaço que estava fora de casa e o tempo começava a deixar sua assinatura

foi quando olhei para trás e e não me vi mais

minha amiga
obrigado pelo carinho

Verso Aberto disse...

td blz Mirze?

nascemos
e nos despimos da terra

para morrer no seu colo
renascemos

FELIZ PASCOA procê mana
abração

Assis Freitas disse...

safra boa, videira de versos


abraço

Verso Aberto disse...

é Assis

de raízes fincadas em íngremes montes
hoje calvos como eu rsrsrs

abração amigo

Daniela Delias disse...

É assim, né?
A nossa terra nunca nos deixa...
Que bonito, que bonito!

Bjos!

Verso Aberto disse...

é sim, Daniela

estes montes são paisagens
que não ficam pra trás
estão nos olhos

forte abraço

castanhamecanica disse...

Saudações quem aqui posta e quem aqui visita.
É uma mensagem “ctrl V + ctrl C”, mas a causa é nobre.
Trata-se da divulgação de um serviço de prestação editorial independente e distribuição de e-books de poesia & afins. Para saber mais, visitem o sítio do projeto.

CASTANHA MECÂNICA - http://castanhamecanica.wordpress.com/

Que toda poesia seja livre!
Fred Caju

Primeira Pessoa disse...

ares assim te deixam eterno.

beijão, marquinho.

Verso Aberto disse...

gaveta de ponta-cabeça

ô Beto, obrigado mano

abração