terça-feira

Ao ciúme

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desilusão
nela frio e frisson
em meio às marcas de batom
rudez de não

meu coração
que sente sofre corrosão
canta chora cantochão
em solidão

roubai meu céu
nem percebi
roubai meu céu
e meu amor

agora eu juro
não mais me fazes inseguro
e no silêncio desanarguro
e eu me curo

deixai meu céu
já decidi
deixai meu céu
e meu amor

7 comentários:

Verso Aberto disse...

Assumidamente meloso. Dancei muito esta música nos inocentes anos 70, nas “horas dançantes”, em Timóteo. Trombei com “All by myself”, que ganhou o mundo na voz do esquecido Eric Carmen, numa rádio em Ribeirão e, pegajosa como nenhuma outra, só me deixou depois de arrancar este poeminha. Chame alguém para cantar e dançar coladinho. Ah, abra um vinho!!!

MIRZE disse...

BELO!

Lembro muito dessa música! Já camtei e está lindo o poema!

Beijos, poeta!

Mirze

Adriana Aleixo disse...

Bela analogia, é essa a sensação causadada pelo ciúme: céu roubado.

Gostei muito! Beijinho!

Wilson Torres Nanini disse...

Muito bonito, Pizano.

Esse grilo a roer-se dentro da escureza da gente... Muitas vezes se rói inútil: o que é do lobo a onça não bebe!

Abraços!

Verso Aberto disse...

oi Mirze

músicas como esta têm me levado a uma viagem inesperada, revisitando meu alvorecer

tem sido bem legal

abração mana

Verso Aberto disse...

é Adriana...

olha, é um amor investido... sentimento que nos faz recusar o céu e nos autocondenar ao inferno do ciúme

cegueira braba

abração

Verso Aberto disse...

Nanini, meu velho
ele nos visita no silêncio da solidão e nos oferece palavras e gestos nos quais não nos reconhecemos

e nunca nos deixa
nunca

abs mano