domingo

Poema na cama


semblante moleque
dorme e se desfaz e faz
  ausente acuado
  que o mundo sossegue

deita sob pálpebras
retalho de vida sobre a cama inerte

pousa peito liberto
meigo recatado
vinho recém aberto

aceita e esquece
que para a saudade todo amor sempre se perde

dorme criança linda
que mansa assim
          a mim entregue 
parece
          e por isso me faz 
mais feliz ainda 

  

4 comentários:

Assis Freitas disse...

uma ciranda de embalar




abraço

Verso Aberto disse...


entorpecendo de cantiga
e poesia

abs Assis

bispo filho disse...

Muito imagético e musical na sonoridade, mano. Excelente texto poético! Abração.

Verso Aberto disse...

som baixinho
do ouvido pertinho

numa manhã de amor

abs mano