sábado

Marinhagem



fales aos marujos surdos e sujos 
deste corpo 
imbarcável 
desta alma 
iniçável 
dos invisíveis marejados olhares
desta dor que só há em ti 

mas 
como quem escreve no que se espera de imprevisível 
da areia da praia
suspires profundamente e não respondas 

caias aos pés dos mares 
na brisa de gaia 
cascatas de arrepio 
e vás com as ondas 


   

2 comentários:

marcelo ferreira de melo disse...

Muito bonito :-)

bispo filho disse...

Lindíssimo poema, mano! Parabéns por esta obra de arte!!!